quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Benjamin


Há muito tempo pensávamos em tomar essa decisão e ontem decidimos. Compramos Benjamin, um lindo shih-tzu tricolor de personalidade forte. Pesquisamos muito sobre o tipo de raça e essa é, sem dúvidas, a melhor raça pra se criar num apartamento. Benjamin nasceu no dia 21 de outubro e já nos dá muitas alegrias, rsrs. O nome Benjamin não foi escolhido à tôa. Agora tenho dois cachorrinhos em casa, Be e Ben.

À bientôt, Roberta.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11


Como muitos sabem, Montréal é uma cidade dividida entre os ingleses e franceses. Logo que a gente chega, a gente não se dá conta dessa disputa, mas com o tempo a gente vê que o negócio é sério mesmo. Acho que eu já comentei aqui no blog que eu sinto os ingleses mais abertos (menos julgadores) e os franceses resmungões e bota resmungões nisso (e mais julgadores). Desde que nós chegamos em Montréal, a gente convive mais com a parte francesa do que a inglesa. Foi um ótimo tempo, eu aprendi bastante francês, mas vou dizer que eu já tô de saco cheio deles. E agora estudando numa faculdade francofona, o contato está ainda maior.

Ontem a noite na faculdade, eu presenciei uma situação triste e revoltante, não foi a única, mas ontem foi deixado no ar o verdadeiro pensamento deles em relação a nós, os imigrantes. Dormi com o coração apertado, sonhei com isso e acordei pensando no que fazer.
Como hoje é um dia único e especial(11/11/11) eu gostaria de deixar registrado o meu pensamento.

Em pleno século XXI, ainda existe o racismo e a discriminação no Québec? Existe e muito!!! O racismo é claro, a cor é levada em consideração na hora de conseguir um emprego até a hora de ser escolhido para um simples grupo de trabalho de universidade. A discriminação pode ser sentida e vista a todo momento, basta a gente abrir a boca e denunciar o nosso sotaque.
Mas ontem, a discriminação foi exposta pelo próprio professor contra os imigrantes sem nenhum tipo de pudor. Eu não pensei, ai coitadinha de mim ou coitados dos imigrantes, não! Eu pensei em como podia existir uma pessoa daquelas no mundo e como ele podia educar uma outra pessoa para fazer parte desse mundo também. O mais triste foi ver os jovens québécoises apoiando e dando exemplos de coisas absurdas.
Eu sei que existem muitas diferenças entre cada cultura, claro! A religião, por exemplo, é uma das coisas que afastam muitas pessoas de uma integração comum. Mas é justamente por causa das diferenças que o mundo é interessante e não é motivo para que a gente trate mal ou julgue uma pessoa. A gente não sabe da história de cada país ou de cada vida.
Eu só sei de uma coisa: ninguém deixa o seu país sem um propósito real.
Em Montréal, a gente convive com pessoas do mundo todo e eu me anulo quando as pessoas conversam sobre um assunto que eu não sei. A discriminação e o racismo, no meu conceito, é a pura falta de informação e eu não quero fazer parte deste ciclo de ignorância.
Tenham um ótimo dia 11/11/11 e façam a diferença onde forem.
Beijos e abraços, Roberta.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Saguenay - Lac Saint-Jean


Lembram do post do natal, das pugas que me picaram num hotel em Québec? Pois é, ganhamos duas noites no hotel como desculpa pelo péssimo acontecimento. Como estava prestes a vencer o prazo fomos aproveitar o final de semana lá.
Foi a primeira vez que eu vi a cidade sem neve e como essa cidade é charmosa, cada esquina tem um detalhe lindo e interessante. Tem uma estrutura muito boa para receber os turistas e nesta parte a maioria das pessoas falam inglês. Jantamos num restaurante no "velho Québec" chamado Le lapin sauté. Nossa, que comida maravilhosa, indicadíssimo!

Além de visitar mais uma vez Québec fomos conhecer a região de Saguenay-Lac Saint-Jean. Passamos por várias cidadezinhas que ficam a beira do lago Saint-Jean, Alma, Chambord, Roberval, Saint-Félicien, Dolbeau, etc. O lago é imenso (como tem água nesse Canadá), o que reflete em cada cidade uma beleza natural marabilhosa. É uma região muito bonita, a natureza é muito generosa nesse país. Fomos também em Chicoutimi, é a cidade mais importante da região, com apenas 60000 e poucos habitantes. Uma coisa me chamou muito a atenção, só tem idosos. Quando a gente sai de Montréal que a gente se dá conta do problema que o país enfrenta com a população envelhecendo. A gente foi num shopping e eu ficava com medo de me bater em algum idoso, eram tantos, alguns de bengalas, outros nos carrinhos. Mas todos lá, comendo sua batata frita e coca-cola. Inacreditável!
Aproveitamos muito a viagem, foi muito legal!

Como Be tinha que ficar pra trabalhar, eu voltei num esquema bem interessante. Viajar de ônibus nem sempre é barato, por isso tem uma empresa chamada Allo Stop, que é uma empresa de "caronas". Paguei no trecho Québec-Montréal 15 dólares e + 6 dólares para a empresa. É só ligar para o telefone que tem no site e fazer a reserva. A viagem foi rápida, vim com mais 3 mulheres, uma pena que elas eram super caladas porque o bom dessas viagens é praticar a língua e conhecer novas pessoas. Mas enfim, quem sabe da próxima vez não tenho mais sorte. O que importa é que cheguei sã e salva.
Até a próxima,
Roberta.

sábado, 8 de outubro de 2011

L'été des Indiens


E ai meu povo, tudo certinho? Já tem um tempo que não dou notícias, heim? A vida aqui está indo muito bem, obrigada! Como a rotina já nos dominou, estamos trabalhando e estudando bastante, sem muito tempo para diversão. E como o inverno está chegando, nada melhor do que ocupar a cabeça para que ele passe sem ser sentido (o que é meio difícil, mas...).
Mesmo sem tempo, a gente não é de negar fogo quando o quesito é viagem e foi no feriado de "ação de graças" que coincidiu com o l'été des Indiens que decidimos conhecer o parque nacional de Adirondack.
Primeiro eu vou explicar o título do post: l'été des Indiens, ou melhor, o verão dos índios é conhecido como o último suspiro de tempo bom do ano. Ele acontece durante uma semana no mês de outubro. E nós tivemos o prazer de conhecê-lo já que ano passado não sentimos nenhum resquício dele. Algumas pessoas disseram que há 4 anos não se via o l'été des Indiens por essas bandas daqui. Existe tembém uma lenda que diz que quanto mais quente for o l'été des Indiens, mais quente, ou melhor, menos frio será o inverno(que Deus ouça isso!).


Nossa visita ao parque: Adirondack é o maior parque natural dos EUA, com várias cachoeiras, grutas e trilhas. Eu, particularmente, gosto muito de aproveitar a natureza nessa época do ano, as árvores ficam lindas, com 3 cores, e não é um calor escaldante, já que aqui a gente não pode entrar na água em qualquer lugar. A fiscalização é muito séria e nos EUA é muito mais punk.
Falando em fiscalização, dormimos numa cidadezinha chamada Clifton Park e fomos num parque por voltas das 10 da noite. A gente queria ver a lua e observar as estrelas (quando se tem uma noite bonita tem que aproveitar já que um céu limpo e estrelado é coisa rara por aqui), quando de repente, UEUHMMM!!!-A polícia, oh my god!, ninguém merece!
-Boa noite, senhores! Posso ver os documentos? Uhm, canadenses?!? O que estão fazendo por aqui? -Passeando, Sr. - Olha, o parque fecha as 10h e vocês não podem ficar aqui a essa hora. Poderia dar uma multa mas vou liberar vocês, fica como um aviso já que vocês não são daqui. Tenham uma ótima noite! - You too, Sr.
Gente, essas poliças americanas (e canadien tb) são tudo de bom. Eles são educadissimos e fazem a verdadeira segurança. A gente morre de medo quando um policial chega perto, as pernas começam a falhar e tudo isso é por causa do trauma da nossa terrinha querida, a gente tem mais medo de policial do que dos doidos de rua (e que alguém venha me dizer que não tem medo da poliça brasuka!).


Enfim, voltando ao que interessa, nossa viagem começou por uma cidadezinha linda chamada Lake Placid, onde aconteceu as olimpíadas de inverno em 1980. Os prédios e estádios que foram construídos para as olimpíadas continuam lá, bem conservados, parecem que foram construídos hoje.
Visitamos também Saratoga Springs, Lake George, essa cidade é bem fofinha, e várias outras. Em todas as cidades, mesmo pequenas, a gente encontra restaurantes, hotéis, etc, todo o kit sobrevivência dos viajantes.
Na volta passamos por Plattsburg, não compramos nada (tolerância zero para o consumismo aqui em casa,rsrs.), só paramos num restaurante pra Be assistir o FLU jogar, se não ele morria (Xô doença!). Mas para quem gosta de comprar, Plattsburg fica bem próxima da fronteira CAN/EUA, tem vários outlets e um Walmart, onde vários canadenses vão fazer a compra do mês já que os impostos são mais baixos e na fronteira a polícia canadense não pode tarifar produtos de supermercado.
Nossa viagem foi show! Beijo e abraço em todos, até a próxima!
Roberta.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Le dîner en blanc


Le dîner en blanc acontece em várias cidades do mundo. Em 2011 foi o terceiro ano dessa festa em Montréal. É uma jantar bem particular porque todo mundo tem que ir vestido de branco, nada além do branco, transportar a comida, bebida, mesa e cadeiras, e também deve ser convidado por alguém que já faz parte da lista para poder participar.


Existem vários pontos de encontros espalhados pela cidade, esse local é avisado pela pessoa responsável por cada grupo e de lá pegamos um ônibus. O local do jantar é divulgado 5 minutos antes da chegada. A gente só sabe de uma coisa, que será numa praça e no centro.
Primeiro a gente chega, arruma as mesas e começa a jantar. Enquanto isso rolam várias atrações, como dançarinos de circos, acrobatas, entre outros. À partir das 21:30, o DJ começa a tocar e vai até às 23:00. Nesse momento é dado o sinal de partida. A gente deve arrumar e limpar tudo pra deixar o local exatamente como encontramos.
É bem legal! Todo mundo fica num ótimo astral, além de bonito elegante.
Ano que vem estaremos lá, só não sabemos quem nós iremos convidar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Roma - Italia (Parte 4)


Alguém já escutou falar no site Hot Wire? É um site de compras de vôos aéreos, pacotes de viagens, hotéis, etc. com bons descontos. Quando se faz uma reserva de hotel, a gente compra o valor das estrelas e só depois do pagamento que se descobre qual é o hotel. A gente utiliza muito esse site, quando fomos pra Toronto, por exemplo, pagamos 83$ por 4 estrelas e ficamos no Sheraton, nada mau, né? Mas é um jogo de sorte.
Então, vamos chegar no ponto que eu quero. Depois de uma prainha em Monte Argentario chegamos em Roma. Nos batemos um pouco para encontrar o hotel mas deu tudo certo. Ficamos hospedados no Hotel Mamiani, fizemos a reserva pelo Hot Wire e pagamos por 3 estrelas. O hotel é bem localizado, muito próximo do metrô, mesmo assim foi o pior hotel da viagem. O que aconteceu foi que o recepcionista nos colocou num mini apartamento e na hora eu nem me dei conta do tamanho da cama. Era uma cama de "viúva" pra nós dois e pra piorar o colchão era afundado. Passei a noite toda sem dormir, uma m...! Digo isso porque viajar pela Europa é sinônimo de aproveitar muito o dia, caminhar e caminhar, dormir mal é a última escolha nos planos. Acordei P da vida e o recepcionista na maior cara de pau disse que o hotel estava cheio e que a gente teria que ficar mais uma noite naquele quarto, eu quase tive um treco. Ligamos pro HotWire mas a madame disse que não podia fazer nada. Na verdade eu acho que nem é culpa do HotWire e sim do hotel que agiu de má fé quando fez a propaganda no site mostrando as fotos dos ótimos e espaçosos quartos, sendo que eles colocavam as pessoas que pagam com desconto nesse mini quarto. É o cúmulo da safadeza! Dormimos mais uma noite nesse cubículo, no último dia colocaram a gente num quarto ótimo, super espaçoso e confortável. Além disso tudo, todos os dias pela manhã passava o carrinho do café da manhã fazendo a maior barulheira, a maior falta de educação com os hóspedes. Please, não fiquem nesse hotel, é stress puro!
Deixando aqui o ar negativo desse acontecimento de Roma, vamos falar de coisas boas.


Gentem, Roma é linda demaisssss!!!! A cada esquina, a cada rua, jardim, parque têm um bilhão de monumentos.
No primeiro dia nós fomos visitar o Foro Romano, o Palatino e o Coliseu. As filas eram imensas e como não tínhamos o ingresso tivemos que enfrentá-la. A melhor saída foi pegar a fila do Foro e deixar o Coliseu pro final (a fila do Coliseu estava insuportável) já que o ingresso é o mesmo. Se no post de Paris eu comentei sobre as filas e a importância de comprar os ingressos com antecedência, em Roma o buraco é bem mais embaixo. As filas tem o triplo do tamanho das filas de Paris. Como é possível comprar todas as entradas com até um dia de antecedência é a melhor coisa a se fazer.
O Foro Romano é um imenso parque de ruínas. Era ali o grande centro político, social e comercial da Roma Imperial, e é por isso que a gente pode observar uma quantidade enorme de templos, arcos, basílicas e outros. O mais impressionante é imaginar como era tudo aquilo ali naquela época. Maravilhoso!


Do Foro Romano fomos para o Coliseu, lugar muito especial pela sua imponente arquitetura mas, infelizmente, não podemos deixar de pensar na quantidade de pessoas que morreram ali. Eu pensei muito nisso.
Quem está assistindo Cordel Encantado (novela brasileira da globo) pode ver em algumas cenas em que Timóteo Cabral (o "rei") diz que o povo só precisa de circo e pão. É uma sátira que a novela faz ao rei de Roma daquela época porque ele dizia exatamente isso. O circo era ver o povo morrendo em pleno Coliseu em conflito com animais selvagens ou soldados da época e o pão era o vinho (muito vinho) e a comida (pão) que o rei oferecia à todos nos dias de espetáculo. É muito louco estar no coliseu e imaginar essas cenas. A sensação é única!


No segundo dia nós fomos visitar o Vaticano. Pra esse a gente tinha o ingresso, chegamos bem cedinho e já estava lotado. O Vaticano é lindo e enorme. É necessário muita disposição pra conhecer tudo. Por todos os corredores e museus, a gente pode observar muita riqueza. Milhões de estátuas (todas com o órgão sexual masculino tapado ou cortado, o que eu achei uma hipocrisia, mas deixa isso pra lá...), milhões de quadros, milhões de objetos de ouro, muita riqueza mesmo. E por fim, a capela Sistina, a única que não pode ser fotografada. Ela foi decorada pelos maiores pintores da época renascentista. Muito linda!

"Pequena fotinha da capela Sistina"


Do Vaticano fomos bater perna por Roma. Visitamos o Castelo Sant'Angelo, a Piazza Navona (onde fica o consulado brasileiro), o Pantheon, Fontana di Trevi, Piazza di Spagna, Piazza del Popolo e por fim, fomos para o bairro Trastevere. Um lugar cheio de barzinhos legais e ótimos restaurantes. Dizer o que é mais bonito é difícil! O que mais me marcou entre esses foi a Fontana di Trevi. Como é linda aquela fonte de águas verdes banhando as estátuas brancas de desenhos perfeitos.
Roma é o máximo, não tem como descrever. Acho que nem as fotos conseguem passar 1/3 do que é esse lugar especial. Só indo lá mesmo...hehehe!!! Visitamos vários pontos turísticos mas são necessários vários dias pra conhecê-la muito bem.
É isso, a viagem foi maravilhosa, saiu tudo como planejamos (acho que tô ficando uma expert em planejamento de viagens). Só temos que agradecer ao universo pela oportunidade de viajar por tantos lugares especiais.
Quem quiser ver um pouco mais da viagem é só clicar no link acima e a direita do nosso blog: nossas viagens!
Valeu galera, até o próximo post. Se alguém quiser alguma dica é só deixar um recado.
Continuem nos acompanhando. Beijos e abraços, Roberta e Bernardo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Florença, Piombino, Monte Argentario - Itália (Parte3)


Chegamos em Florença ou Firenze no final da tarde, bem na hora do rush, e foi uma verdadeira loucura encontrar o hotel. Fizemos essa viagem sem GPS, era tudo em mapa mesmo, bem divertido! Como sempre, encontramos um santo que falou: follow-me (me sigam) de carro e deixou a gente na boca da botija. Só que o endereço que nos deram era só para deixar o carro (por causa da confusão que é estacionar no centro como falei no post anterior), então deixamos o carro e fomos bater perna atrás do real hotel. Ficamos hospedados no Hotel Por Santa Maria , na verdade o hotel está mais pra um hostel, mesmo assim é muito arrumadinho e a localização e o preço são ótimos.


Só nessa caminhada para o hotel, Florença mostrou o porque da sua fama. A cidade é cheia de jovens (universitários) e tem uma energia contagiante. Largamos as malas e fomos bater perna. E ali a gente começou a perceber que esta é a cidade natal de todos os pintores, escultores, poetas, etc. que fizeram a história da arte na Itália e no mundo. Quem nunca ouviu falar em Galileo Galilei ou mesmo Leonardo da Vinci ou Nicolau Macchiavelli ou Donatelo ou Miquelangelo ou Dante, ui, são tantos. E David, como hei de esquecer da estátua de David!?! Florença é o berço da arte, todos esses artistas eram filhos de homens poderosos da época que investiam muita grana no estudo da arte.
Ficamos encantados com Firenze que também tem as suas casas pintadas em laranja que contrastam com as cores da natureza. Lá também está uma ponte muito famosa, a ponte Vecchio. Nesta ponte tem várias lojinhas que vendem ouro para todos os gostos e bolsos. Falando em ponte, existem vários milhões de pontes pela Itália e conta a lenda que se você colocar um cadeado numa dessas pontes você e o amor da sua vidas viverão juntos para sempre. Infelizmente não deixamos o nosso mas como não acreditamos muito nisso não fez tanta diferença. Mesmo assim não deixa de ser uma idéia romântica e idéias românticas não faltam na Itália, o país é romântico por inteiro.
Passamos um dia em Florença, eu tinha lido em alguns blogs e em nenhum deles informava muito sobre Florença, acabei deixando somente um dia para esta cidade o que foi uma pena. Tem que ficar pelo menos 2 dias inteiros pra conhecer com calma.
De Florença seguimos para o litoral oeste. Próxima parada: Piombino.


Piombino é uma cidade muito bonita que fica na costa do mar mediterrâneo, bem pequena o que a torna mais fácil de conhecer em apenas algumas horas. Nosso plano era ficar em Monte Argentario mas o preço dos hotéis nos afastou de lá, decidimos ficar em Piombino e ir pra Monte Argentario no dia seguinte cedo. Mesmo Piombino sendo uma cidade pequena o povo é bem simpático e receptivo (coisa difícil de se ver na Itália). Foi nesta cidade que nós comemos a melhor massa da viagem na Osteria Volturno. Fico com água na boca até hoje só de pensar.
Os italianos comem bastante, primeiro vem o "primo piatto"(primeiro prato) que é a massa, depois o "secondo piatto"(segundo prato) que é a carne vermelha, branca ou frutos do mar (mas só a carne, não tem acompanhamento) e depois a sobremesa. Tudo é acompanhado por um vinho. A gente ficava impressionado onde cabia tanta comida, e é claro que a gente só pedia o "Primo Piatto".
Por falar em "primo", eu tenho um primo que mora em Milão (falei dele no primeiro post) e quando a gente chegou em Milão eu não tinha o número do apartamento dele. Ficamos na porta esperando alguém aparecer pra gente entrar de supetão. Quando saiu um cara eu tentei falar em italiano e disse que tinha um "primo" que morava ali. O cara entendeu bulhufas, claro!, e só alguns dias depois eu entendi que "primo" em italiano é primeiro. São as pérolas quando não se fala a língua, hihi.
Voltando ao assunto principal, Piombino é uma fofura. Nós ficamos hospedados no Hotel Ariston, bom hotel e preço bom também. Fomos atendidos por um senhor muito simpático que nos contou a história do quadro da Mona Lisa de Leonardo da Vinci e o motivo pelo qual o quadro se encontra no museu do Louvre e não na Itália.


Como planejado saímos de Piombino cedo, o tempo estava maravilhoso. Nessa região da Toscana tem muita plantação de girassol, e com o sol brilhando as estradas ficavam amarelinhas de tantos girassóis na beira da estrada. Muito lindo!


Chegamos em Monte Argentario e o lugar bomba mesmo. É um outro local de veraneio dos europeus. Monte Argentario é uma ilha ligada ao continente através de 3 pontes e 3 cidades diferentes, nós chegamos por Orbetello.
A ilha estava lotada e a gente bem perdido sem saber qual era a melhor praia pra parar. Pedimos informação e fomos para a praia mais famosa. Chegando lá foi uma dificuldade pra estacionar, todos os lugares eram reservados para as pessoas locais(já deu pra perceber que na Itália turista vem em segundo lugar). Na areia tinham várias cadeiras de praia muito bem adaptadas e muito melhores do que as do Brasil, diga-se de passagem (que é muito mais conhecido pelas suas praias), procuramos uma para nos instalar. Depois de alguns minutos veio um salva-vidas, super grosso e expulsou a gente das cadeiras, dizendo que a cadeira estava reservada para o senhor "X". Eu me revoltei tanto com esse cara, eu disse que não tinha uma placa avisando nada e que eu não sabia que além dele ser salva-vidas ele era guardador de cadeiras também(kkk), cara grosso da zorra! Foi a única vez na viagem que um italiano me tirou do sério. Isso é muito fácil de acontecer aqui porque eles são muito grossos mesmo, a gente tem que relevar tudo todo o tempo, se não acaba com a viagem.
Mudamos de barraca e fomos super bem tratados por uma moça muito simpática. Mesmo assim eu fiquei pê da vida o dia todo, aquele cretino conseguiu acabar com o meu humor. Depois de 8 dias na Itália eu estava certa de que naquele país eu não conseguiria morar, gente mal-educada é o fim!
Bem, curtimos Argentario, a praia estava uma delícia.
Daqui seguimos viagem para conhecer a última cidade do nosso roteiro: Roma.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lago di Garda, Verona, Veneza - Itália (Parte 2)

Dirigir na Itália não é tarefa fácil. O problema não são as estradas (estas são ótimas, apesar de pedagiadas e caras) e sim a falta de espaço nas cidades. Logo no primeiro pedágio recebemos uma multa. Os pedágios são divididos em duas partes, no primeiro pega um papel e no segundo paga. No primeiro posto o nosso papel caiu e não demos atenção e por esse fato recebemos uma multa de 50 euros. O guarda acabou aceitando nossas desculpas e ficou só uma advertência por sermos marinheiros de primeira viagem. Além disso, a gente não pode entrar com o carro no centro das cidades. Em todas as ruas tem filmadoras que multam os carros de fora, é permitido só para os residentes. Nós descobrimos que deveríamos estacionar em parkings pagos. Eles emitem um papel e enviam para o setor de trânsito provando onde o turista estacionou. Automaticamente, as infrações são anuladas.


Bem, fomos visitar Lago di Garda, que lugar lindo! É o local de veraneio dos suiços. Tem um castelo maravilhoso na beira do lago que é aberto pra visitação, muito legal!



Do Lago di Garda seguimos viagem. Próxima parada foi Verona, a cidade de Romeu e Julieta. A gente não tava esperando tanto de Verona e esta cidade nos surpreendeu. Como ela é linda!!! Todas as casas da cidade são pintadas em tom laranja que contrastam com o verde das árvores. Os monumentos (castelos, igrejas, etc.) são bem conservados e todos abertos à visitação. A casa de Romeu e Julieta estava lotada, difícil tirar uma foto ali. Mesmo assim Be pegou no peito da Julieta e posou para a foto (lenda: todo mundo deve pegar no peito da Julieta pra ter amor e felicidade toda a vida). Visitamos a Arena (um mini coliseu) que estava tendo eventos privados, portanto fechado para o público. Visitamos o Castelo San Pietro, muito lindo! E o visual da cidade lá de cima é inacreditável.
Em Verona tem muitos estacionamentos "públicos" que se pode estacionar a 1 euro cada hora.


Ai vamos nós, Venezia! De Verona seguimos para Veneza. Pra quem chega de carro é bom coçar o bolso, os estacionamentos custam em torno de 30 a 40 euros 24 horas. Estacionamos numa ilha perto chamada Tronchetto, o estacionamento custa 21 euros a diária e é exatamente a mesma coisa dos outros. Só muda a distância mas como é necessário pegar o barco dá no mesmo.
Em Veneza nós ficamos num hotel na praça principal, Piazza San Marco, chamado Hotel Ai Do Mori, muito bom o custo-benefício.
Essa cidade é muito especial, eu deveria escrever um post só pra ela, mas....
Logo que a gente chega em Veneza não nos damos conta do lugar tão interessante que é. Se as pessoas em Amsterdam vivem "dentro da água", aqui eu não encontro um termo pra definir a forma de vida dos venezianos. Tudo se faz de barco e aos pouquinhos, com os mapas, a gente se dá conta de que realmente não existe outro meio de transporte que o barco. Nós estávamos numa das principais pontes, a Rialto, aí passaram vários barcos - dos correios, da polícia, dos bombeiros, do governo, etc..Os tratores ou máquinas de construção são adaptados num barco, é impressionante.
Cada canal tem uma placa de trânsito, adaptada para o trânsito de barco, claro, mas tudo funciona perfeitamente. O stress é o engarrafamento de gôndolas (que estress!!! rs).
Tem vários esquemas para comprar o vaporetto (é o transporte-barco público) e pagar menos. Comprar para 24 horas sai mais barato e por ai vai mas nós só compramos o de entrada e saída da ilha, andamos Veneza inteira. Como a gente só tinha 2 dias escolhemos conhecer bem Veneza e não fazer as ilhas de Murano, Burano e Lido.
O turimo começa na Piazza San Marco - a praça principal - e é realmente muito linda. Lá já foram gravados vários filmes, inclusive um brasileiro "Meu nome não é Johnny". Tem um grande relógio que pode subir (8euros-de elevador) e ter um visual maravilhoso da cidade. Mas o bom mesmo é andar por Veneza. A gente pode observar os detalhes e descobrir coisas que muita gente não conhece. O melhor é se perder, coisa muito fácil aqui. As ruas formam um labirinto, a gente anda, anda, com o mapa na mão e para no mesmo lugar, é muito louco, rsrs. Andamos por todas as ilhas e passamos por um bilhão de pontes.
- Veneza tem 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas - impressionante não?!? As principais pontes são: Rialto, dell'Accademia et degli Scalzi, perto desta última tem vários restaurantes maravilhosos a preços ótimos. Nos pontos turísticos os restaurantes são caros e nem sempre servem uma boa comida. Dessas pontes nós podemos observar o grande canal, o nome já diz, é o maior canal de Veneza e é onde circulam os barcos grandes e o transporte-barco público. Além disso o canal é lindo! Muitas vezes eu me imaginava dentro de um quadro de tão lindo que é.
O passeio de gôndola vale muito a pena. Antes de chegar em Veneza eu ficava me imaginando na gôndola mas quando descobrimos o preço desistimos na hora (um passeio de 40 minutos custa 120 euros), eu fiquei desconsolada. Meu primo tinha me dito pra fazer por causa do risco que corre de Veneza sumir do mapa e a gente não ter mais essa oportunidade (existem várias discussões no governo italiano se deve ou não investir grana em Veneza porque o investimento é muito alto).
De repente chegou uma senhora e um senhor, ela da Austrália e ele da Grécia, perguntando se a gente não queria dividir com eles o passeio. Topamos na hora, claro! (Esse é o esquema: dividir) Foi maravilhoso, super romântico. Quem for lá guarde um dinheirinho e faça. Leve um champagne para brindar aquele momento único.
Veneza é linda! Eu acho que deve ficar na memória para sempre de quem vai lá como vai ficar na nossa.
Daqui seguimos para Florença, bye!


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Milão, Lago di Como, Bellagio - Itália (Parte 1)


Chegamos em Milão a noite, pegamos um vôo de Amsterdam, rápido e barato. Viajar pela Europa têm essas coisas legais, todos os tipos de transportes de todos os preços. O que muda é a bagagem que é bem reduzida. Viajamos com 15kg cada um mas pagamos a mais por isso também (em torno de 15 dólares cada 15kg).
Em Milão fomos muito bem recebimos por meu primo Renê, a sua esposa Carla e o "mascote" Lucianinho. Ficamos hospedados na casa deles por 3 dias. A visão da cidade muda muito quando você a conhece com alguém que já conhece. Ele colocou a gente nos canais, deu boas dicas. Passeamos pelo centro de Milão, vimos todas as marcas renomadas no quadrado da fama (bem chique mesmo) e todos os lugares turísticos. A noite fomos num happy hour que eles chamam de "aperitivo" e é bem interessante a idéia. A gente paga 8 euros e tem direito ao buffet e uma bebida. Ou seja, a gente come praticamente de graça. Gostamos muito do "aperitivo", hehehe. Milão é uma cidade grande e é ali que a vida econômica gira na Itália mas, infelizmente, não se tem muita coisa pra visitar. Um dia é o bastante para Milão.




Terceiro dia - Pegamos um trem e fomos conhecer o Lago di Como que fica a 1 hora de Milão. Em Como pega-se um barco que vai passando por várias cidadezinhas que ficam na beira do lago, uma delas é a cidade de Lenno, onde foram gravadas algumas cenas do filme Star Wars. Nós fomos até Bellagio, uma cidadezinha linda, com um visual extraordinário.

Como os italianos vivem bem e como esse povo come bem, Madona! Comemos uma massa (por apenas 5 euros) com um bom vinho da casa (+5), que negócio bom! Meu primo disse que ele não paga mais de 10 euros pra comer uma pizza, nunca! (Palavra de entendedor).

Quarto dia - acordamos bem cedinho para alugar o carro. De Milão seguimos para Veneza, parando nas cidades mais conhecidas do caminho.
Rê, Carla e Luciano, muito obrigada pelo carinho. Foi muito bom esse reencontro. Nos sentimos em família e com aquele bolinho de coca-cola, heim Carlota?!? Não tinha como não nos sentirmos em casa. Quero a receita! Obrigada mesmo, minha gente!!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amsterdam-Hollande


Chegamos em Amsterdã de trem, era uma tarde e o tempo não estava bom. Nós tínhamos impresso o endereço do hotel com as coordenadas para chegar até lá. Quase todo mundo em Amsterdã fala inglês, mesmo assim não é fácil pronunciar os nomes locais. Amsterdã tem mais ou menos um formato oval, o que a torna difícil de se localizar. Quando você pensa que está em uma rua, você já entrou em outra completamente oposta a desejada. Enfim, pegamos o ônibus e logo de cara o motorista(um marroquino)falou comigo em francês, não entendi porquê, o que interessa é que ele foi super legal e deixou a gente na cara do gol. Eu estava curiosissíma pra conhecer o nosso hotel. Mesmo na cara do gol a gente não conseguia se localizar, o jeito foi perguntar. Por sorte perguntamos ao vizinho de Ben, o proprietário do barco (ben's boat and breakfast) onde ficaríamos hospedados. Quando eu mostrei o papel (eu não sabia dizer o nome da rua, rsrs), ele disse: follow-me! (me sigam), se acabando de rir. Ainda disse que Ben fazia um café da manhã maravilhoso. Tocamos a campainha, Ben abriu a porta com um sorriso enorme no rosto e nos mostrou a nossa casa-barco dos próximos 4 dias. Gente, que lugarzinho maravilhoso é aquele! Seria verdade mesmo que a gente estava ali? Parecia um sonho. Naquele momento eu me apaixonei por Amsterdã, não precisava de mais nada. Eu só dizia pra Ben: I'm happy!
Ele é um cara super simpático e prestativo. O barco tem dois espaços, a casa dele e a casa que ele aluga. Ou seja, a gente fica literalmente "em casa". Mesmo estando num barco o conforto é o mesmo ou melhor. Foi sem sombras de dúvidas o melhor hotel de toda a viagem. Mas para quem enjôa em barco é melhor ficar em terra firme mesmo. Eu senti um pouquinho de enjôo, Be não sentiu nada.


Bem, depois de toda a nossa apaixonite por nossa casa, rsrs, saímos para comer. O tempo não estava legal e infelizmente a previsão era de chuva para os próximos 2 dias.
Dia seguinte acordamos naquele paraíso; Ben já tinha deixado o nosso café da manhã no hall de casa. É tudo tão fofo, até o café era diferente, rsrs.
Mesmo com a chuva e o frio nós andamos bastante por Amsterdã. Aproveitamos o mau tempo para visitar os museus de Anne Frank e Van Gogh; nos dois tínham fila. Enquanto esperávamos no Anne Frank, Be descobriu um lugar que vendia o Van Gogh, ótimo, menos uma fila. O museu de Anne Frank é emocionante! É difícil de imaginar que ela e a sua família ficaram escondidos ali durante tanto tempo na 2ª guerra mundial por serem judeus. É de arrepiar. No final do museu tem uma exposição sobre as diferenças entre as pessoas e o respeito que deve existir nas sociedades. À propósito, eu achei isso incrível em Amsterdã, como as pessoas convivem bem com as diferenças, sejam elas quais forem.
O museu Van Gogh é bem legal. Como eu era leiga em arte, descobri algumas coisas que eu nem tinha noção que gostava e fiquei encantada com a vida e as obras de Vincent Willem van Gogh. Nós compramos uma pequena réplica de uma das obras que ele mais gostou: o quarto. Vale muito a pena conhecer esse museu.
Fízemos um passeio de barco pelos vários e lindos canais da cidade. Uma curiosidade são as casas de Amsterdã. Elas são inclinadas para frente e tem um gancho em cima para içar os móveis, já que estes não passam pelas pequenas portas.


Felizmente, o terceiro dia amanheceu lindo. Corremos pra alugar uma bicicleta. Tem várias locadoras pela cidade, as bicicletas são vermelhas e mostram logo que somos turistas. Por um lado isso é ótimo, pois os motoristas ficam mais atentos e se por acaso você não entender uma placa não se assuste, eles irão parar e dar a preferência à você. O problema da bicicleta é que o freio é contra pedal e por causa disso eu tomei o maior quedão e fiquei com a bunda roxa durante toda a viagem.
Passamos o dia observando Amsterdã. Existe coisa melhor? Andar de bicicleta por seus inúmeros canais, descobrir seus segredos e sua história e tentar conhecer o que um amsterdanês(??!?) vive.
Almoçamos num restaurante chamado Brasserie Café Loetje. Eu tinha lido em um blog que é lá que se come o melhor filé com fritas da cidade. E nós aprovamos! Além disso, a sobremesa não fica atrás não - sticky toffee pie - uma delícia.
Fomos também no Heineken Experience, que sinceramente não vale o que pagamos, não é tão interessante, mas no final fica todo mundo feliz por causa das 2 cervejas que eles dão. Passamos no Red Light District, o bairro vermelho onde a prostituição é um comércio como qualquer outro. Achei bem interessante e engraçado porque você vai andando e de repente você vê uma mulher de lingerie numa vitrine, aí você se dá conta de que está ali. Visitamos o coffee shop mais famoso, o the bulldog , que é no meu ponto de vista mais um ponto turístico que todo mundo tem curiosidade em conhecer. Mas, sinto informar que quem conheceu, conheceu. Existe um projeto para proibir a entrada de turistas em todos os coffees à partir de dezembro deste ano.
Nosso último dia foi muito especial. Ben nos deu uma dica de ir conhecer Schellingwoude, que é um pequena cidade que fica a leste de Amsterdã. Atravessamos de barco com a bicicleta (têm barcos de graça que saem a cada 10 minutos para as ilhas e ciclovias em todos os lugares). Paramos numa barraquinha típica para comer os peixinhos fritos que são uma delícia! Shellingwoude é muito especial, parece uma cidade de boneca, me emocionei muito ali. Depois seguimos para Dergerdam que é uma outra pequena cidade e muito linda também, na beira do rio, uma paz. Aqui, eu tive uma outra noção de vida, o que é viver praticamente dentro da água e ter como meio de transporte um barco.
Amsterdã ganhou o nosso coração por inteiro, toda hora eu perguntava a Be o que a gente tá fazendo em Montréal, rsrs. A cidade tem um conjunto de coisas que nós gostamos muito. A segurança, a qualidade de vida, o respeito ao próximo e principlmente, a liberdade. Além de tudo isso, o transporte principal é a bicicleta! É ou não é o paraíso?
Daqui seguiremos para Milão, Itália.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Paris, ah Paris!

Paris é uma cidade iluminada, deslumbrante, cheia de histórias e riquezas. Não tem um santo que a visite e não suspire com tanta beleza. Tudo é um charme, e os parisienses então, nossa! Não é à toa a fama deles.
Nós amamos Paris, fomos bem recebidos e não sofremos nenhum tipo de grosseria como muitos haviam comentado, foi tudo muito bom.
Aí vai a nossa viagem:
Nós ficamos hospedados no Ibis Tour Eiffel, muito bem localizado, preço acessível, serviço ótimo, pertinho do metrô (meio de transporte que funciona muito bem), só o quarto que é um pouco pequeno.


Primeiro dia - Como era noite fomos ao Quartier Latin. Paris é simplesmente uma delícia. Fomos andando, andando, com a cabeça sempre pra cima, é impossível olhar pra baixo. A cada esquina a gente descobria uma coisa nova, os prédios antigos (muito bem conservados, diga-se de passagem) e os milhões de cafés animadíssimos nas ruas. Conhecemos o Panthéon e a universidade de direito. Logo chegamos no rio Sena, em frente a Catedral Notre Dame (outro prédio deslumbrante, uma catedral de estilo gótico, muito linda). Na beira do Sena, tinham muitos jovens que cantavam e dançavam, uma energia maravilhosa. Eu fiquei imaginando como deve ser a vida de um jovem ali, repleta de cultura. Acabamos nosso tour noturno na beira do belo Sena, tomando um bom vinho francês.


Segundo dia - Começamos pelo Arc de Triomphe (Arco do Triunfo - 9 euros por pessoa), esse foi o ponto mais alto da viagem pra mim. Ver aquele monumento de uma beleza estonteante no meio da rua, contornado pela entrada das 12 principais ruas de Paris. Se eu morasse em Paris, uma vez por semana eu iria para o Arco do Triunfo, como ponto de partida, e andaria numa rua, até completar as doze ruas. Eu iria conhecer tudo como a palma da minha mão. Deve ter tanta coisa interessante em cada rua daquelas. No Arc de Triomphe vale muito a pena subir os seus 284 degraus e observar Paris lá de cima, a arquitetura dos prédios (observem como é comum ter grandes jardins no terraço dos prédios), a Tour Eiffel, a rua mais famosa de Paris - a Champs Elysées - e a vida cultural que gira em torno do Arc.
Depois da visita ao Arc, nós nos deixamos levar pelas Champs Elysées, andamos muito, vimos todas as marcas renomadas que os brasileiros amam (só tinham brasileiros nessas lojas, consumindo desesperadamente, nossa!). Assim que chegamos numa praça no final da Champs Elysées paramos um pouco, abrimos o nosso vinho e a nossa baguete repleta de queijo brie. Esse lanchinho é básico em Paris, os parisienses amam isso. Nesse momento vimos uma situação triste, no banco do lado que sentamos um idoso tinha morrido ali, ele deve ter se sentido mal, sentou, morreu e ninguém percebeu. Nós achávamos que ele estava dormindo.
Continuamos a andar (é fundamental levar um tênis confortável), e nos deparamos mais uma vez com o lindo rio Sena. Decidimos fazer um passeio de barco, o bateau mouche (11 euros por pessoa). Esse tour é sem parar mas existem os barcos que você pode pegar e ir parando, como um ônibus aquático que custa 14 euros por pessoa. Vimos Paris pelo Sena, o que vale muito a pena, a visão é diferente e no barco tem a explicação de todos os prédios que passamos em 7 línguas (inclusive português). Depois do passeio, visitamos a Place de la Concorde, muito bonita. Mas, o que é feio em Paris?rsrss. Esse dia foi o dia de ver coisas bizarras. Nesta praça vimos uma menina de uns 12 anos tentando assaltar um cara. Isso é só para comprovar que existem os pickpockets, e que mesmo na Europa não podemos vacilar.


Terceiro dia - Fomos visitar o Louvre, ficamos esperando na fila em torno de 1h e meia. Nós tínhamos comprado os ingressos com antecedência mas com a greve do poste Canada (correios daqui), os ingressos não chegaram a tempo. Essa é a melhor dica, comprem todos os ingressos com antecedência mesmo pagando um pouco a mais (taxa de serviço). O tempo perdido em fila é o tempo que se perde de visitar mais a cidade. Enfim, o Louvre é show, que museu lindo! Amei as pinturas italianas, esse foi o ponto principal do Louvre pra mim. Be gostou mais das esculturas européias (italianas, espanholas e do norte da Europa), são belíssimas mesmo. Quando a gente acabou o Louvre, eu não tinha mais perna. O museu é muito grande, como não sabíamos o dia do retorno, resolvemos conhecê-lo inteirinho nesse dia. Na saída do Louvre tinha uma roda gigante, e nada melhor do que ver Paris do alto. Eu acho que se a gente subir um milhão de vezes em qualquer lugar para ter a vista de Paris, mesmo assim a gente vai querer subir mais um milhão de vezes sempre, ver Paris do alto, realmente, não tem preço.


Quarto dia - Falando em altura, fomos visitar a Tour Eiffel, e olha aí o ingresso comprado com antecedência funcionando. A fila dava voltas e nós, simplesmente, entramos pelo tapete vermelho pela bagatela de 8 euros a mais (taxa de serviço por ter comprado pela internet). Economizamos 2 ou 3 horas de fila, o que nos proporcionou um dia inteirinho para visitar Paris. A Tour Eiffel é poderosa mesmo e a vista que proporciona da cidade é imperdível. Não tem como não subir. Com o dia todo "livre" fomos bater perna, passamos pela Notre Dame (decidimos não subir, uma pena! A fila estava imensa), comemos o maravilhoso crêpe de nutela (têm vários restaurantes na rua ao lado da Notre Dame que colocam uma barraquinha na rua pra vender crepe e sorvete). Visitamos a Île (ilha) de la Cité, uma ilhazinha totalmente parisiense, ali eles vão com o lanche e se deixam levar o dia todo. A île (ilha) de Saint-Louis, uma pequena ilha no meio da cidade que ainda mantêm uma calma, parece uma cidadezinha de interior. Passamos pelo bairro Marais, cheio de lojinhas interessantes, muitos cafés e pessoas interessantes. Fomos até o Centro Georges Pampidou, que é uma imensa biblioteca, com salas para exposições, teatro, etc., e está lá também o maior museu de arte moderna da Europa. O mais interessante desse lugar é que o realizador desse projeto queria utilizar todos os espaços possíveis, então todos os encanamentos de água, energia, ar central, etc., foram construídos para fora. Por fim, nós visitamos a galeria Lafayette que é um centro de compras que tem uma estrutura de vidros coloridos no teto. Bonita mas muito boa para quem quer comprar (mesmo com seus preços altíssimos). Como nós não tínhamos intenção nenhuma de comprar, achei perda de tempo, poderíamos ter conhecido uma outra coisa que ficou pendente. É só mais um motivo pra gente voltar, o que não será nenhum esforço, hihi. E assim acabamos nossa passagem por Paris, que é uma cidade movimentada e tem muita coisa interessante pra se ver, 4 dias é muito pouco. É isso, au revoir Paris, à la prochaine!
Daqui seguimos para Amsterdam.

terça-feira, 14 de junho de 2011

30 anos!

Minha festa de 30 anos foi show!!!! Eu só tenho a agradecer a Be, aos meus amigos que vieram, prestigiaram e curtiram muito. Adorei a energia de todos, estavam animadíssimos. E um agradecimento especial a Anderson, que não mediu esforços para que a comida ficasse "o must". Não sei o que seria de mim sem esse cara ai. Só pra vocês terem uma idéia, de entradinha: caldinho de frutos do mar, pastelzinho e muita cerveja gelada. Prato principal: bóbó de camarão, que estava de comer rezando e de sobremesa: mousse de maracujá. Tá bom, ou querem mais? Seguem as fotos, elas dirão mais do que eu. Bjs, até a próxima.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

1 ano de Canadá


Hoje estamos fazendo 1 ano de Canadá e a felicidade continua exposta nos nossos rostos. Nesse 1 ano muita coisa boa aconteceu. A cada momento nos adaptamos melhor a nova vida. Sei que tivemos muita sorte, os anjos não nos abandonaram em nenhum minuto. Be conseguiu se empregar rapidamente na sua área e eu, pelo fato de ser dentista, estou correndo atrás até o momento, para ter uma vida mais tranquila no futuro. Mas nada dessas dificuldades me desestimulam, pelo contrário, o novo me interessa mais e mais. Está sendo uma experiência maravilhosa.
Nós só temos que agradecer a todos os nossos amigos que nos acompanham e nos dão força, as nossas famílias, que mesmo com a distância, estão sempre torcendo pelo nosso sucesso. Ainda hoje, a ficha não caiu completamente. Realmente, está sendo um sonho viver aqui, ter a liberdade de sair sem se preocupar com a violência a qualquer hora do dia, compensa qualquer dificuldade.
Estamos felizes e isso é o que importa. E que venham mais verões, outonos, invernos e primaveras, que nós estaremos aqui, firmes e fortes, na realização dos nossos planos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Le tour de la nuit


Sexta feira passada nós tivemos um evento massa. Um tour pela ilha de Montréal de bicicleta. É um evento que eu não sei quem organiza, se é a prefeitura ou alguma empresa particular, eu só sei que o evento bomba. Foi marcado para 20:30 no parque lafontaine, o parque perto da nossa casa, que estava simplesmente lotado. Para participar, nós pagamos 43$ para duas pessoas com taxas e eu imaginava, que por ser pago, não ia dar tanta gente. Só a cidade toda estava lá, virou uma festa. Um programa tipicamente québécois, muitas famílias estavam presentes e os filhos aguentaram até o final. Nós fizemos um circuito de 20km, rodamos boa parte da cidade que estava com as suas ruas fechadas para veículos especialmente para o tour. Gente, foi muito bom! Além de ter sido um exercício maravilhoso, foi muito divertido. Ano que vem estaremos lá de novo.


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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Où sont mes cheveux?

Galera, vim aqui desabafar uma situação muito louca que passei hoje. Quando eu fui ao Brasil, em março, aproveitei e cortei o cabelo justamente para não passar por esse perrengue aqui, mas o corte não ficou como eu queria e todos os dias ficava insatisfeita ao me olhar no espelho (coisas que só as mulheres entendem). No final de semana passado, encontrei uma amiga que tinha ido num salão (detalhe, um salão-escola, ou seja, barato), mas o corte de cabelo dela ficou massa, peguei logo o endereço e liguei pra marcar um rendez-vous (um horário, tudo aqui você tem que marcar horário). E hoje foi o belo dia. Cheguei com antecedência, como a minha amiga havia me aconselhado, para olhar umas revistas e explicar com segurança à cabeleireira o que eu queria. A cabeleireira foi bem legal, conversamos um pouco, ela me explicou algumas coisas, eu expliquei outras e eu disse: então, vamos nessa!
Sentei na cadeira e a primeira coisa que ela perguntou foi: posso cortar com o cabelo seco? Gosto mais de trabalhar assim! Eu disse: ok! Ela dividiu o cabelo e começou a cortar, eram tantos tipos de tesoura, e um tal de repicar pra lá, repicar pra cá que eu entrei numa sensação de estresse que nunca pensei na vida. Ela me perguntou se eu estava estressada, eu expliquei que era a primeira vez que eu cortava o meu cabelo aqui e que era tudo muito diferente. Ela dizia que entendia mas não parava de cortar. Fechei meus olhos, viajei na música e rezei, imaginem que situação!!!!!
Quando acabou, ela pegou o cabelo na frente. Eu só escutei o crotchhhhh e gritei: aiiii meuuuu Deussss, ela só ria. Acabou, ufa! Quando me olhei no espelho, eu disse: sou uma québécoise. Ela riu mais ainda. Gente, foi uma situação muito sinistra, sai do salão desnorteada, não sabia aonde eu estava e nem que lado eu devia seguir. Nunca tinha sentido tanta adrenalina correndo nas veias por causa de um cabelo. São os vários sentimentos que a gente passa ao morar num país diferente.


Ficou legal, no final eu gostei, mas até o meu cabelo ficar inteiro de novo, ah, isso vai demorar meses. De qualquer forma, fica ai a dica do salão para as malucas como eu: Tornade, o corte custa 15 dólares com o profisional (eu cortei com Catherine) e 7.50 com estudante (ai é para as loucas mesmo, rsrs).
Bjs e até a próxima loucura,

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Toronto - semana santa


Nossa primeira semana santa no Canadá foi bem agitada. Recebemos a visita de Cecília (mãe de Be) e Débora (irmã de Be). Elas chegaram num dia e no outro fomos pra Toronto. A viagem foi ótima, conhecemos os melhores lugares de Toronto e não posso negar que fiquei com um fio de vontade de morar naquela cidade. É muito mais desenvolvida do que Montréal e não achei só prédios e cimento como muitos falavam. Jantamos no restaurante 360 na CN Tower, o visual é deslumbrante e o ambiente é ótimo. Pra dar uma volta de 360 graus leva 1 hora e 10 minutos, nós fizemos 3 voltas, imaginem o tempo que ficamos no restaurante, aproveitamos muito.


Gostei muito da cidade, quem sabe um dia a gente não se muda pra lá?
Aproveitamos pra conhecer Niagara Falls e atravessamos para os EUA, conhecemos Buffalo, uma cidade bem sem graça.


A vinda de Cecília e Débora foi bem legal, elas viveram um pouco do que a gente vive, fomos em bons restaurantes, pontos turísticos, jogamos monopoly e elas se acabaram nas compras. Não tem quem não enlouqueça com a diferença dos preços daqui em comparação com os do Brasil.
Foi uma ótima semana, apesar de todas as correrias e preocupações do dia-a-dia.
O clima continua mudando, muita chuva, as plantas começam a reflorescer, é uma fase diferente de todas que a gente já viu aqui, afinal de contas é a nossa primeira primavera em Montréal.
É isso, uma ótima semana para todos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Printemps 2011

Chegamos em casa bem felizes, revigorados e com uma corzinha bem melhor. Junto com a nossa chegada, veio também a primavera. O clima ainda continua friozinho, mas o bom friozinho, em torno de 5 e 20 graus. Tá muito bom, o ânimo é outro, as pessoas felizes nas ruas e por isso colocamos as nossas bikes pra tomar uma corzinha também.

Desde a nossa chegada nós já fizemos bastante coisas, meu curso de francês recomeçou semana passada e eu estou na luta por um emprego para ocupar as minhas tardes e ganhar um trocadinho. Aqui no Canadá o esquema é: aproveitar o verão para trabalhar, guardar bastante dinheiro para passar bem o resto do ano, viajar no inverno e outras coisinhas a mais. E é justamente isso que eu quero fazer. Enquanto estudo as manhãs e as noites, trabalho as tardes.
Nós também aproveitamos para ver o último campeonato de snowboard, vistamos Mont-Tremblant que é uma pequena cidade, ou melhor, mais conhecida como uma estação de ski, como se alguém ainda aguentasse ver neve na frente,né? Só Bernardo mesmo e suas invenções.

Esse final de semana recebemos o nosso amigo Juan aqui em casa. Foi muito legal! Andamos de bicicleta boa parte da cidade e pudemos mostrá-lo as belezas de Montréal. Olha que muita coisa nem eu conhecia, esse é o lado bom de andar de bike pelas cidades.
Fomos a um pub que se chama Brasserie Rachel Rachel, muito bom, indicadíssimo, mas o som é alto, quem está afim de conversar não é o bom lugar e só dá québécois, nós éramos os de fora da parada, hehehehe.

É isso, galera, a vida aqui continua, uma correria danada. O povo aqui diz que no inverno se trabalha e no verão descansa. Eu não tô vendo isso aqui não.
Mas enfim, pra mim a primavera já é verão e nós estamos numa felicidade monstra.
Bjs em todos.
Ahhhhh, como eu poderia esquecer desse detalhe: ontem fomos ao show do PIXIESSSSS, foi sensacional, demais mesmo!!!!!!!!! A única m... é que eu fui com um sapato que aperta o meu pé, ou seja, não pulei nadinha, e logo nesse show que a galera estava inspirada, nunca vi tanto contato corporal desde o dia que chegamos aqui. Acho que Be está em êxtase até agora, hehehe. Ele amou muito, foi dormir falando: essa banda é f..., não existe banda igual a essa, o cara tem o poder na voz, a banda é o poder, kkkkk.
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É isso, agora é isso mesmo. Bjsss em todosss e até a próxima.