sexta-feira, 26 de setembro de 2014

BARBADOS

Conhecer Barbados não é uma tarefa tão fácil como muitos imaginam. Essa ilha tem uma forma diferente de se viver, diferentemente de outras ilhas caribenhas onde já estivemos. É necessário algum tempo para entender como os Barjans (o nome que eles mesmo se dão) vivem. Estão sempre de bom humor e muito relaxed, não importa a dificuldade da situação, eles estão sempre ali para ajudar o próximo com um enorme sorriso no rosto e um sotaque dificílimo de se entender.
Ok, vamos começar pelo início. Ficamos hospedados em Hastings, uma cidade/bairro perto de Bridgetown, a capital. Um hotel bom, o Coconut Court Beach Hotel, dentro do padrão mínimo de exigência da nossa parte. Confortável e bom serviço. Dessa vez não pegamos all inclusive porque a nossa intenção não era ficar no hotel. E essa foi uma sábia decisão já que a ilha é super segura e podemos aproveitá-la dia e noite. A localização do hotel não é das melhores mas ok. Acho que o melhor lugar pra ficar é Holetown que é a cidade mais chiquizinha da ilha, tem muitos barzinhos, centrinhos, restaurantes e outras atrações e é também o lugar mais caro da lha. Tem outra boa opção também que é Carlisle que fica entre Hastings e Bridgetown. A praia de Carlisle, mesmo nome, é a praia mais linda da ilha (na minha opnião), a água é tão cristalina que convida à um banho sempre que a gente a olha.
Se não der pra ficar em um hotel bem localizado não tem nenhum problema, o transporte público em Barbados funciona muito bem. Tem vans e ônibus para todos os cantos da ilha, qualquer trajeto custa 2$ barbados (1US$) e é muito seguro. O preço é o mesmo para turista e local, na ilha não existe a cultura do vamos nos dar bem em cima dos turistas. Esse foi um ponto positivo muito forte para Barbados. Quase não existe assédio, se o turista tá afim de comprar, compre, se não, ninguém fica enchendo o saco. 
A gente pegou van para todos os cantos, e em todas as vans o som vai rolando na maior altura e as pessoas mostram que não se importam nem um pouco com isso, elas falam no celular como se nada estivesse acontecendo.
Nós passeamos bastante por Bridgetown que é a capital do país, cidade desenvolvida se comparada com outras cidades na ilha que passamos. Dizem que é um bom lugar pra comprar já que turistas são isentos de taxas, nós não podemos afirmar isso porque não compramos nada. Mas vimos ótimas joalherias e lojas de marcas no centro.
Acho que a principal percepção do turista em Barbados é: estamos num lugar decadente. Isso por causa da quantidade de prédios abandonados que existem por toda a ilha. Na verdade esse ponto deve ser visto com outros olhos e foi o que fizemos. Procuramos saber mais sobre a história que é interessantíssima.  Na época da alta produção de cana de açúcar, muitos estrangeiros foram pra lá e fizeram riqueza mas com a queda mundial do preço da cana de açúcar, as pessoas foram obrigadas a abandonar o país e seguir para países vizinhos ou próximos, inclusive o Brasil. Os poucos que ficaram passaram muitas necessidades mas mesmo assim reergueram o local que até o momento era colônia da Inglaterra. Ainda há muito a melhorar mas é entendível já que é um país jovem pois se tornou independente em 1966. Apesar dos Barjans terem uma cultura forte de personalidade original ainda é possível ver alguns costumes ingleses como o chá das 5, a pontualidade, as roupas usadas e também a auto-confiança. Os Barjans tem orgulho da sua cultura de uma forma jamais vista por nós dois em lugares de maior população negra. So cool!
Em Bridgetown e em qualquer outro lugar da ilha quase nada funciona aos domingos, mesmo pra comer se tem dificuldade. Se o objetivo for só caminhar pelas ruas das cidades, o domingo pode ser uma excelente opção porque a cidade fica completamente vazia e durante os dias normais está sempre crowded. Andando do hotel pra Bridgetown passamos pela Garrison, Carlisle Bay, Independence Square, Parliament, Camberlian Bridge, Barbados Mutual life, George Washington's house que são pontos turísticos e que valem uma fotinha.
Barbados é conhecido pelo ótima produção de rum, por isso fomos conhecer a Mount Gay Rum. Gente, que delícia! Que tour maravilhoso pelo pouco que se paga (10US$ por pessoa). Primeiramente fomos recepcionados com o Rum Punch, a típica bebida daqui, feita com rum (claro), fruta e canela. Tivemos a degustação de todos os tipos de rum da casa e comemos o melhor fishcake da ilha. Encontramos várias pessoas agradáveis e constatamos que o Barjan é um tipo de gente que não se produz mais hoje em dia, ehehe. Depois desse agradável passeio fomos no Pelican Craft Centre que é considerado o melhor centro de artesanato do Caribe. Eu não achei nada demais, até compramos um artesanato mas não tem nada muito original, deixou a desejar.
Aluguel de carro também é uma ótima opção pra se conhecer a ilha inteirinha em pouco tempo. Primeiro porque se aluga online e o carro é deixado no local e no horário escolhido por quem está alugando, ou seja, nada de preocupação em ir buscar e entregar o carro na hora certa, outro bom motivo são os atrativos preços. Nós alugamos o carro por 2 dias e tivemos tempo suficiente pra percorrer a ilha de norte a sul, leste a oeste.
As praias do leste, lado do oceano Atlântico, são mais desertas e tem muita onda, boa para quem gosta de surf. Já do oeste, lado do mar do Caribe, uma calmaria, água cristalina, uma delícia. Começamos pelo leste. É difícil descrever a beleza dessas praias, elas são lindas, preservadas, parece que ninguém nunca esteve ali antes, é de uma simplicidade e imponência ao mesmo tempo de cair o queixo de qualquer indivíduo. Fomos nas eleitas melhores praias por muitos guias e realmente acho que tomamos a boa decisão: Foul Bay, Crane Bay, Bottom Bay e subimos até Martin's Bay, de lá fomos para Bathsheba (essa é considerada a melhor para o surf). Nesta praia paramos em um restaurante pra almoçar, o Round House Inn, (indicado pelo rough guides), coisa difícil de se encontrar por essas bandas, comida boa mas cara e o serviço péssimo, não indico. Pertinho desse tem o Atlantis hotel e restaurant que pelos comentários deve ser melhor em todos os quesitos.
Depois de matarmos quem estava nos matando seguimos para St. Nicholas Abbey e Cherry Tree Hill que é um dos pontos mais altos do país e se tem uma visão linda de lá. É um lugar belíssimo, dá pra chegar de carro tranquilamente mas foi o único lugar em Barbados que escutamos o "tome cuidado, lá é perigoso". Então atenção nesse ponto!
No dia seguinte partimos logo cedo para Animal Flower Cave, era importante chegarmos na gruta ainda com a maré baixa. Essa cave fica no norte da ilha, lugar imperdível mas de acesso difícil. Os mapas não são específicos e existem muitas estradinhas de barro sem nenhuma sinalização, eu não sei quantas vezes paramos para perguntar a direção. A Animal Flower Cave é uma coisa de outro mundo. É mais um desses lugares que você para e se pergunta: - de onde vem tudo isso? Como pode existir coisa tão perfeita? Sinistro! Foi difícil sair de lá mas o tempo é estipulado por turista que só desce com a presença de um guia (20$ por pessoa).
De lá seguimos pra River Bay, Little Bay e Cove Bay, sinistro, sinistro, sinistro! Vou ficar repetitiva se for tentar descrever todos esses lugares porque são incríveis mesmo! Paramos em Holetown na Sandy Lane Beach onde fomos abençoados com um pôr do sol incrível. Terminamos o dia na escuridão das estradas tentando voltar pro hotel, num carrinho roots, olhando o mapa com a ajuda da luz do celular, e debaixo de chuva kkkk, mas enfim chegamos sãos e salvos.
No outro dia fomos fazer o passeio no Atlantis Submarines (100$ por pessoa), tem uma van que pega no hotel e leva de volta. Be não tava muito empolgado mas eu queria ir de qualquer jeito. Foi legal mas pensando hoje em dia é caro pro que serve. A sensação de mergulhar no mar num submarino é espetacular, nesse ponto vale muito a pena mas é um passeio rápido, o que deixa um pouco a desejar. É bom ir num dia que o céu esteja limpo e não tenha chovido no dia anterior para ter uma boa visualização. 
De lá seguimos para o centro de Bridgetown e fomos para Carlisle Bay onde estava rolando uma rave irada na areia, no The Boatyard, melhor praia e lugar para relaxar em Barbados na nossa opnião. É nesse bar que rolam as nights de Barbados. Era aberta para todos mas quem quisesse usar as cadeiras super confortáveis da barraca tinha que pagar 25$ por pessoa com direito a consumir esse valor em comida e bebida. De meia em meia hora o DJ anunciava a promoção do momento, ou era rum punch dobrado ou tequila direto na boca. Bernardo estava no paraíso, literalmente, rsrs. De Carlisle fomos no Bridge House (restaurantes na beira do cais de Bridgetown) comer o famoso Coucou que é a comida típica de lá (parece muito com o vatapá) servido com flyfish cozido, muito gostoso. E depois seguimos pro hotel porque apesar de termos lidos boas referências sobre esse lugar lá estava bem caidinho e o nosso quarto estava florido de banks ( a cerveja local, muito boa), então no hotel estava mais divertido.
Quando chegamos no hotel recebemos um aviso de que a praia estava fechava por causa do risco de furacão naquela época. A metereologia avisava a forte chuva que cairia em Barbados naquela noite. Todos lá são treinados para esse tipo de desastre menos a gente, os turistas. Apesar da forte chuva que teve durante a noite amanheceu um dia lindo de sol com o mar brilhando. Fomos novamente pra Carlisle para fazer stand up paddle. Essa praia é perfeita para praticar esse esporte e passamos o dia pela praia mesmo, vida difícil não?
Toda segunda-feira à noite rola a feira de Oistin, lugar perfeito para observar as pessoas, as danças e degustar as comidas locais. O povo é alegre, sabe receber os turistas muito bem mas não são nem um pouco puxa sacos. Se você gosta do local, bom pra você, tem muita coisa legal pra conhecer e fazer, se não pode pegar o bonde e ir embora. É assim que os Barjans se comportam o tempo todo. A comida é deliciosa, apimentada mas gostosa, os peixes são frescos e tudo é servido com feijão e arroz. A banana é igualzinha a nossa, docinha, eu comia banana o dia todo, rsrs.
Barbados é um lugar exótico, as praias são selvagens e o país mantem uma simplicidade que já não é mais vista em qualquer lugar. Apesar da decadência dos prédios abandonados é possível encontrar muito conforto para quem procura. Não é um lugar barato, os restaurantes cobram em média 20 a 25$ por prato e a maioria dos passeios são pagos. Encontramos alguns brasileiros que reclamaram muito da estadia, acharam o lugar caro para o que serve. Nós gostamos muito, acho que cada lugar tem a sua espiritualidade e é isso que deve ser levado em conta no momento de visitar um país. Adoramos Barbados e voltaríamos sempre pela sua natureza, pela paz que se encontra aqui e pela receptividade do povo. Até a próxima, Barjans!




Nós amamos New York

88th San Gennaro Festival
Essa nossa ida pra New York foi diferente de todas e a melhor, quer dizer, é difícil dizer qual foi a melhor mas sem dúvidas essa marcou muito. Marcou desde o início, nos momentos de planejamento, eu de férias, com a cabeça tranquila, Be com seus milhões de guias, blogs e jornalzinhos guardados a décadas (exagerado como ele é) e um bom vinho, ali fomos desenhando os nossos próximos dias para enjoy life na big apple. E realmente a gente aproveitou cada minuto superando todas as nossas expectativas, foi lindo!!!!

Vamos ao que interessa. A função dessa viagem era gastar o menos possível, nada de exageros mas aproveitando bem dentro do nosso padrão de aproveitamento, por isso decidimos ir de carro e ficarmos hospedados em New Jersey.  As duas pedidas foram acertadas! O hotel que ficamos foi o Clarion Hotel em Secaucus que fica a 20 minutos de Manhattan e tem um ponto de ônibus praticamente em frente ao hotel e custa apenas 3.20$ (se comprar 10 passagens cada uma sai por 2.70$, não esqueça de pegar o horário do ônibus - o último sai de Manhattan, do Porth Authority, às 11:30pm). Como o hotel tem estacionamento gratuito deixamos o carro por lá mesmo. Em relação ao hotel, indicadíssimo, quarto super limpo e confortável.
Flatiron Building

Chegamos em New Jersey no final da tarde, largamos as malas no hotel e direção Manhattan. O trânsito estava horrível para entrar na ilha fomos chegar no final da tarde direto pra feira de San Gennaro no Little Italy. Aproveitamos e passeamos um pouco por Chinatown que na boa, eu não indico a ninguém. Eu, particularmente, detesto comprar essas coisinhas que a gente vê nos bairros chineses mas pra quem gosta é uma maravilha. E não é desmerecendo a cultura e nem o bairro mas eu acho todos os Chinatowns iguais em qualquer cidade da América do Norte.
A feirinha de San Gennaro estava bombando, várias barraquinhas de comida e muita gente bonita e estilosa andando de um lado pro outro. Pulamos de barzinho em barzinho, cada um com o seu astral particular, coisa que só se vê em New York.
La Piazza - Eataly
 Segundo dia fomos no centrinho de Secaucus tomar café (Sindab restaurant - delícia), taí outra dica boa pra economizar. Tomar café antes de chegar em Manhattan, o mesmo breakfast por uma bagatela. Vi isso em algum blog e indico também. Pegamos o bus e fomos pra Manhattan (tem viagens que é legal ir de carro mas tem outras que os ônibus devem ser valorizados e em New York eu valorizo isso.), o trânsito estava ótimo, chegamos rapidinho.  Passamos pelo Rockefeller Center e mais uma vez desistimos da visita por conta do tempo de espera (é melhor comprar pela internet com antecedência). Passamos pelo prédio da Nações Unidas que estava lotado de pessoas do mundo todo, só não conseguimos descobrir o que estava rolando por lá, admiramos o Flatiron Building e nos emburacamos no Eataly. Esse merece uma atenção especial! Por mais que a gente leia coisas maravilhosas sobre o Eataly, ir no Eataly é bem diferente. Anotamos o endereço certinho e tal mas quando a gente chega na porta fica se perguntando se é ali mesmo (coisas de NY) mas é ali mesmo. Simplesmente abra uma porta e entre. As lojas se conectam e abre-se um vão para o mundo italiano. E que mundo delicioso! Tem alguns restaurantes, um de massa fresquinha, outro de frutos do mar, outro de carne, uma loja de doces, um supermercado só com delícias italianas, lojinhas com coisas de casa e o melhor de todos, o La Piazza que fica no centro com mesinhas (sem cadeiras) ou cadeiras no balcão que é só se chegar e aproveitar. A gente escolheu tomar um drink e petiscar alguma delícia e foi uma experiência única. A comida, o vinho, o serviço, o ambiente, é tudo perfeito. Se a barriga couber, não deixe de tomar um drink no Birreria que fica no topo do prédio do Eataly, passeio obrigatório para quem visita New York.
Rooftop at 230 Fifth
De lá seguimos para o Rooftop 230 Fifth, é um dos vários restaurantes que ficam no topo de prédios para ter uma linda vista da cidade de New York. Além da linda vista é um lugar descontraído para tomar um drink e jogar conversa fora com os amigos. A depender do tempo se tem uma estrutura para receber os clientes, dessa vez tinham algunas roupões vermelhos. Lugar super indicado, os New Yorkers amam! De lá fomos para Greenwich, passamos na Pasticceria Rocco para experimentar o cannoli que é considerado um dos melhores de New York (bom mas não o melhor que já comi) e terminamos o dia no The Bitter End, uma casa de shows onde muitos artistas famosos foram descobertos. Entrada 10$ mas pode baixar pra 5$ sem muito choro e cada pessoa deve consumir no mínimo 2 drinks.
The Bitter End
No terceiro dia decidimos ir de carro pro Brooklyn, o trânsito estava fluindo bem mas dirigir em New York não é tarefa para qualquer um. A galera é bem estressada, é buzina pra todos os lados, um saco! Nessas horas de stress sempre saia o mesmo comentário: que bom que a gente mora no Canadá, rsrs. Anyway, fora de Manhattan é possível encontrar estacionamentos baratos (pagamos apenas 10$ a diária). Mas andar de carro em New York não é tão barato assim porque tem o pedágio na entrada da ilha (13$) e a depender de onde se anda existem outros pedágios. Deixamos o carro perto do metrô, no Brooklyn, já que a nossa intenção era voltar pra Manhattan de metrô e atravessar a Brooklyn Bridge a pé - direção Brooklyn - e foi o que fizemos. No caminho avistamos o lindo arranha-céu que foi construído no lugar das torres gêmeas. É impossível passar por ali e não lembrar daquela tragédia. Mesmo não sendo no nosso país e com o nosso povo, aquela tragédia chocou todo mundo no mundo inteiro.
Brooklyn Bridge
 Atravessamos a Brooklyn Bridge que é realmente é um passeio incrível. A vista que se tem de Manhattan é linda, dá vontade de passar horas ali admirando. Fomos no Brooklyn Heights de onde se tem mais um pouco da vista de Manhattan, sentamos e ficamos ali pensando na vida. O Brooklyn é um lugar muito agradável, já teve lá sua fase decadente mas está em alta total entre os New Yorkers. A gente pôde ver que estão investindo pesado para revitalizar essa área.
De lá pegamos o carro novamente e seguimos para Williamsburg, onde se pode estacionar na rua mesmo com segurança e custo zero.
Smorgasburg
 Williamsburg é um bairro que merece uma atenção. Nossa primeira parada foi no Smorgasburg que é um Flea Market (como eles chamam) de comidinhas e bebidas (Na N 7th st e Kent Ave). Lá se encontra comidinhas de todos os lugares do mundo, ótimo lugar para vegetarianos e pescetarianos. Funciona aos sábados e é bom chegar cedo porque feira acaba as 18h30. No mesmo parque do Smorgasburg tem uma praia com a vista de Manhattan, simplesmente deslumbrante, vale a pena parar e admirar um pouco dessa linda vista.
Praia em Williamsburg
 De lá fomos rodar pelas ruas de Williamsburg. O murmurinho rola na Bedford Street  mas vale entrar em cada ruazinha, se tiver tempo, para dar de cara com inúmeras lojinhas hype do local. Eu amei esse lugar, ficaria lá por dias. Seguro, vida noturna super agitada, estilo inusitado de ser e viver das pessoas e outras milhões de características que a gente só vê por ali. Esse foi o ponto mais forte dessa viagem. Terminamos nosso dia tomando um drink no Surf Bar, um bar com o chão de areia de praia e comendo uma pizza no Roberta's, a pizzaria mais fancy do momento em NY. A entrada é decadente, típico de NY, mas lá dentro bomba e a pizza é deliciosa.
Roberta's Pizza
O domingo prometia com a maior passeata já vista na história a favor do meio ambiente. NY inteira se mobilizou, a cidade estava parada, lindo de ser ver! Participamos um pouco e fomos para a High Line, um passeio pela linha desativada de trem. Tivemos a maior sorte porque a parte mais nova da High Line foi aberta exatamente no dia em que programamos a visita. É um passeio bem legal, durante a caminhada a gente vê artes e mais artes expostas nas janelas e paredes dos prédios e também os novos prédios com arquitetura incrível dessa área do Chelsea que está sendo revitalizada. De lá fomos para o Central Park porque é aos domingos que rola o encontro de patinadores no parque. Enquanto o DJ manda ver no house, os patinadores monstram o swingue sobre quatro rodas. Vale muito a pena o descanso enquanto admiramos a ampla imaginação dos New Yorkers. Pode-se alugar patins lá e todos são bem-vindos. Seguimos para o Metropolitan Museum mas demos com a cara na porta, como era domingo o museu fecha mais cedo e a gente não se deu conta disso. Mas tudo bem, o museu fica para um outro momento de inverno quando retornarmos.
High Line
Pegamos o metrô e fomos Greewich novamente. Por falar em metrô deixa eu falar um pouquinho sobre isso. O metrô é um transporte essencial em NY, um pouco difícil de entendê-lo no início por causa das inúmeras linhas que ele tem mas nada que com o tempo não se entenda bem. Cada passagem custa 2.50$, existe um cartão que custa 30$ para a semana e pode-se pegar quantos metrôs quiser mas é bom saber uma média de quantas viagens serão feitas. A gente nunca pega o de uma semana e economizamos bastante nisso porque a gente acaba andando mais do que o previsto e quando vemos já estamos do lado de onde queríamos ir. O metrocard custa 1$ e pode ser recarregando quantas vezes quiser e com o valor que quiser. Fica a dica!
Patins e DJ no Central Park
Na ida pro Greenwich paramos pra comer um delicioso sushi no Akira Japanese Cuisine (152 7th Ave. South), peixe hiper fresco e ótimo preço. E depois chegamos, finalmente, no Fat Cat onde o jazz rola solto. É um barzinho bem largado, diga-se de passagem. Todos os dias tem uma bandas de jazz se apresentando, a entrada custa apenas 3$ e a cerveja 4$ (foi a mais barata de toda a viagem). É um bar cheio de estudantes jogando ping pong, sinuca e vários outros jogos para passar o tempo enquanto escuta jazz. Não é bem o meu estilo mas Be amou. E foi lá que mais um dia de viagem acabou.
Fat Cat
Williamsburg
Snif snif snif, era hora de dizer bye para a cidade que não dorme. A sensação que a gente tem quando deixa NY é de estar faltando alguma coisa. É tanta coisa legal pra fazer que seria ótimo se o dia tivesse 36 horas. Mas enfim, fizemos check out no hotel e partimos de carro pra Williamsburg.
 A gente ainda queria sentir o último cheiro daquele lugar decadente e chique ao mesmo tempo e fomos tomar um brunch no Egg, e foi uma ótima pedida.
Brunch no Egg
O brunch estava maravilhoso, o atendimento sensacional e o lugar aconchegante. Isso é um dos vários tópicos/assuntos de todos os dias no momento "análise viagem" entre eu e Be: como o atendimento de NY é bom. É como se eles estivessem ali prestando um serviço e que é de fato mas a gente não vê isso em qualquer cidade. Em NY ninguém olha a roupa que você está vestindo para te atender bem ou mal, todos atendem perfeitamente bem. A gente se sentiu muito acolhido em todos os lugares e nesse quesito é difícil encontrar, no nosso ponto de vista, um lugar tão bom quanto NY.
E foi assim que acabamos a nossa viagem, num lugar sensacional e com gostinho de quero mais. Mais uma dica eu deixo aqui. Quem gosta de uma vida boêmia e já conhece Manhattan, sinta- se à vontade de se hospedar no Brooklyn, melhor pedida não há! Com certeza será lá que ficaremos hospedados na nossa próxima visita a NY. Até mais, galerinha!




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

CHICAGO

Com a ida para o Brasil tivemos a chance de passar dois dias por Chicago, um na ida e outro na volta, e conhecer um pouco da cidade apesar do frio que estava fazendo.

O transporte público funciona muito bem, a estação de metrô que vai para o centro fica
dentro do aeroporto e leva em torno de 25 minutos até o centro.

Eu achei Chicago uma cidade muito agradável, cheia de atrações, o povo simpático e muito segura. Apesar do pouco tempo deu pra sentir  porque tantos canadenses amam essa cidade.
No centro estava tendo uma feira alemã com comidas típicas e bebidas quentinhas para esquentar naquele frio de natal.

A cidade estava linda com os enfeites de natal e a pista de patinação lotada. Eu adoro parar pra ver o pessoal nos patins, rsrs.

Passeamos pelo centro, fomos ao Millenium Park, na biblioteca central que é muito bonita e ponto certo dos mendigos pelo fácil acesso à um
abrigo, banheiro e internet free e tiramos
algumas fotos no ponto mais turístico de Chicago, The Bean (o feijão).

Nós tínhamos uma lista de coisas para fazer mas o vento não nos permitiu. Chicago é conhecida por ventar muito pelo fato de estar na beira do lago Michigan mas a gente não sabia que era tanto o  que acabou nos impedindo de aproveitar
mos mais a cidade. Enfim, um dia a gente volta com mais calma.

E pra acabar o dia fomos a um dos inúmeros
pubs, para não perdermos o costume!
Até a próxima!



BRASIL

Gente, dois anos e oito meses sem ir ao Brasil, eu já estava subindo pelas paredes de tanta saudade. Como todo mundo que mora fora deve estar percebendo, ir para o Brasil virou uma missão quase que impossível. A pesquisa por passagens deve ser feita com muita antecedência para se conseguir um bom valor, ir para o Brasil em épocas de festa é sinônimo de pagar caro nas passagens. Mas enfim, depois de muitas horas de procura conseguimos encontrar um valor dentro do nosso budget mesmo tendo que parar e esperar em
algumas cidades durante horas.
Essa ida pro Brasil foi inesquecível, primeiro porque nós estávamos com muitas saudades de todos e todos com muita saudade da gente. Foram 15 dias de puro amor, companheirismo, sentimento de ser um peixe que vive dentro da água, literalmente. Podemos dizer que encontramos todo mundo que desejávamos, claro que foi impossível encontrarmos todos mas pelo tempo que tivemos encontramos e curtimos cada segundo com muitos amigos e familiares.

Primeira parada foi no Rio e como foi bom sentir o calor humano e do sol, como foi bom estar ali do lado do mar, e saber que em qualquer hora do dia você pode ter aquela vista linda das ondas vindo e voltando e aquele mar azulzão. Essa é a parte que eu mais sinto falta: o mar, a brisa, o sol.
No Rio levamos uma vida de boêmios bem como manda o figurino carioca: prainha, cervejinha, BG, pessoas queridas e um bom papo. Foi tudo de bom!!!!
Do Rio seguimos para a Bahia que também não deixa nada a desejar. Minha primeira pedida foi uma moqueca, claro! Que delícia, meu Deus! Em Salvador também foi uma loucura: cervejinha, amigos, dormir de manhã e acordar de manhã. Não tínhamos tempo para isso (dormir).
De Salvador fomos para a minha querida Jacobina onde recebemos aquela recepção calorosa da minha família e de muitos amigos que nunca esquecem da gente. Foram dias maravilhosos nas nossas vidas, dias de recarregar a bateria e sentir que mesmo distante de todos o nosso lugar ainda está ali, continuamos presentes e queridos por todos. Nós só temos a agradecer, só nós sabemos como foi importante esse convívio durante pouco tempo mas que significou muito para que contínuemos em pé na busca dos nossos sonhos. O futuro irá aos poucos determinando as nossas vidas e um dia estaremos aí juntos
novamente. Muito obrigada, meu Brasil!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

L.O.N.D.O.N.

Saimos de Lulworth mais cedo do que o planejado, não porque não tínhamos vontade de ficar mas porque o horário do check out tinha que ser seguido. Pegamos um trem para Londres três horas mais cedo do que o horário dos nossos tickets e fomos expulsos pelo cobrador do trem na primeira cidade que o trem parou. Pegamos o trem seguinte, e fomos parados na cidade seguinte e assim seguimos até chegarmos em Londres. Queríamos chegar logo, cedo, independente da situação. Quando, finalmente, chegamos em Londres seguimos para o hotel. Estávamos transbordando de felicidade por estarmos ali, em L.O.N.D.O.N. Como todos sabem Londres é considerada uma das maiores, mais importantes e mais interessantes metrópoles do mundo e nós já tinhamos estado em várias megalópoles, mas Londres sempre esteve lá, nas nossas imaginações. Nos hospedamos no Travelodge Vauxhall, muito bom hotel e preço benefício sem comentário, não é tão central mas em frente ao hotel tem uma estação de ônibus e metrô, uma enorme facilidade de locomoção.
Como sempre, deixamos as malas correndo e rua. Andamos em torno de 20 minutos até chegarmos ao Big Ben. Nossa, que emoção em estar ali, olhando o relógio mais famoso do mundo. Londres é muito punk, não tem como descrever essa cidade, é muito muito muito f.... A cada passo uma foto, passamos  pela Waterloo Bridge, Parliament Square, London Eye, Corinthia Hotel (lindíssimo) e como foi difícil voltar pro hotel nesse dia.
Segundo dia, logo cedo, partimos pra Westminster. Passamos por St-James Park, Horse Guards, Trafalgar Square, Piccadilly Circus, Covent Garden, tomamos um pint e vários desperados (cerveja com tequila) no Coach and Horses que fica no Soho e o dia se despediu por aí.
Terceiro dia fomos pro Buckingham Palace, Be não queria de jeito nenhum ver a troca dos guardas mas eu queria muito ver, só que eu não sabia que era tão lotado o evento. Fomos e não conseguimos ver nada, no meio da troca a gente desistiu e seguimos para o St-James Park e fomos para o London Eye. Esse, realmente, é o passeio imperdível de Londres. Apesar da fila, a vista que se tem lá de cima vale a pena a espera que não é tão longa assim, a fila é rápida e organizada. Afinal de contas estamos na Inglaterra, né? Onde a organização e o cumprimento do horário são fatores intrísecos na cultura. Depois do London Eye atravessamos a Waterloo Bridge e fomos pra City of London. Passamos na Twynings tea que é considerada a marca preferida pela Rainha Elizabeth e compramos alguns chás maravilhosos lá. Passamos também pela St-Paul's Cathedral e então seguimos para o Borough Market. Acabamos o dia lá tomando aquele choppinho bem gelado. Os ingleses trabalham muito e são extremamente pontuais, mas eles também são pontualíssimos quando  o assunto é happy hour. Em torno das 17h os pubs da cidade lotam, as ruas lotam de pessoas vestidas socialmente para confraternizar e terminar o dia regado a choppinho e comida de boteco.

Quarto dia fomos logo cedo para a Tower of London. Esse castelo que fica ao lado da ponte mais famosa de Londres, a Tower Bridge, muito bonito e preservado, conta a história da Inglaterra, dos animais que viviam lá naquela época e como os homens se defendiam deles. É bem interessante e real, dá pra sentir um pouco de como deveria ser na época. De lá seguimos para o Hyde Park. No caminho tinham inúmeras pessoas com sacolas da mesma loja e eu fiquei super curiosa pra saber o que era, claro! Em Londres tem uma loja chamada Primark de roupas populares para todas as idades e gostos e um precinho imbatível. Eu fiquei doida e Bernardo que não tá nem aí pra isso também tirou umas horinhas da viagem para as compras. Saimos de lá morrendo de fome e passamos numa loja de sushi. Outra coisa muito legal em Londres são as lojas de comida japonesa em toda esquina. O melhor disso tudo é que existem dois preços, o pra comer no local e um mais barato quando a gente compra to go. Taí a melhor idéia de piquenique, comida saudável, preço maravilhoso e em contato com a natureza. Esse era o nosso programa nas refeições. Paramos no Hyde Park pra comer nosso sushizinho, nos deliciamos com um solzinho no rosto e uma paz que mesmo nas grandes cidades a gente encontra. De lá andamos mais e mais, passamos por Borough of Kensington and Chelsea, passamos pela loja de Jamie Oliver mas chegamos tarde demais e a mulher bateu a porta na minha cara (a loja é uma loucura pra quem gosta de cozinha), passeamos por Notting Hill (não é à tôa que é tão famoso, que lugarzinho agradável, viu!) e finalizamos nosso dia no The Churchill Arms tomando aquela cerevjinha gelada para não perdermos o costume. Esse pub é show de bola, indicadíssimo!

No quinto e último dia:( eu acordei com uma dor no pé filha da mãe. Mesmo assim insisti que queria voltar na troca dos guardas, não para vê-los mas sim para tirar algumas fotos do Buckingham Palace já que foi uma tarefa difícil na última tentativa porque estava lotado. É muito lindo, é um conto de fadas, não tem como ir
a Londres e não registrar esse momento, mesmo que a vista seja só da área externa.

De lá pegamos um ônibus e fomos pro Camden Lock Market. No caminho passamos pelo Fortnum and Mason, a casa de chá mais famosa da Inglaterra. É lá que a Rainha encontra as suas amigas para um chá da 5, chique não! Claro que nós não fomos, cada chá custa uma fortuna. Enfim, nosso objetivo era dar uma passadinha no Camden Lock mas essa é uma tarefa muito difícil, no market se encontra de tudo o que você imaginar. Comemos coxinha pra matarmos um pouquinho a saudade de casa em um restaurante brasileiro. No Camden Lock é impossível dar um passo e não parar para ver mais uma novidade, tudo lá é novidade. Eu estava com a dor no pé que não conseguia mais andar, paramos numa clínica de medicina chinesa e u
ma santa chinesa fez uma massagem maravilhosa no meu pé. Em apenas 30 minutos lá estava eu batendo perna novamente, mãos de fada aquelas. No final da tarde teve uma banda de percurssão, comidas de todos os lugares do mundo, bebidas de todos os lugares do mundo e gente também. O que mais a gente poderia querer? Fechamos a nossa viagem nesse lugar encantador e com gostinho de quero mais.
Cinco dias em Londres, sem dúvidas, não são suficientes para tudo o que a cidade proporciona. Londres é como New York, São Paulo, é necessário ir algumas vezes para aproveitar de verdade, ou ir para passar um bom tempo. E assim a gente fecha mais essa viagem. Daqui Paris, apenas uma noite, e de volta a realidade, Montréal (boa realidade essa, não? Diga-se de passagem).